Conto Erótico Hoje a Onça Bebe Água

Conto Erótico - Hoje a onça bebe água!

Uma coisa que eu amava na minha profissão era a oportunidade de conhecer lugares paradisíacos, que parecem cenário de novela! E um dia lá estava eu na beira do Rio Pixaim, no Pantanal, em busca de fotos de uma onça em extinção para ilustrar a reportagem da nossa revista quando a coisa mais louca me aconteceu, e eu juro que é verdade.

A reportagem não demorou ficar pronta. Faltava só uma foto impactante de uma bela onça para a capa.

Num boteco da cidade, um senhor que deveria ter idade do Matusalém me disse que o melhor lugar para fotografar as onças era na beira do rio. Conversávamos sobre isso enquanto uma mulher linda servia as mesas.

– Beira do rio? Beira do rio não é perigoso, tem cobra? – Perguntei fazendo o velho e a mulher rirem.

– Se uma cobra te picar venha aqui que ele cura você. – A mulher falou, o sorriso de canto de boca. Aquilo ali era um sorriso de milhões! Que dentes brancos! Linda demais, um olhar marcante, olhos verdes claros, um verde incomum. Lindos. E se movia de uma forma que não tenho outra comparação para fazer: tinha um andar felino. Silenciosa e impressionante.

– Você fala isso porque já está acostumada, eu tô fora de virar comida de cobra.

– Acho que a onça seria mais perigosa para você.  – O velho disse.

– De onça não tenho medo! – Falei corajosa. – A gente pode ver elas de longe e pode se afastar.

– Pois digo a você que não veria uma onça nem se ela aparecesse na sua frente. – Cristiana disse.

– Espero que você esteja errada, porque preciso mesmo tirar uma boa foto de uma onça para a revista.

– Se quiser, posso te acompanhar a noite, na beira do rio e te mostrar uma onça. – Cristiana falou.

– E você sabe encontrar uma onça assim? Estou procurando há dias e não vejo. – Eu estava meio desacreditando dessa ideia. Cristiana e o velho se olharam e riram de mim. Pelo menos eu servia de entretenimento, já que como fotógrafa estava devendo.

– Por isso eu vou com você mostrar, você não enxergaria a onça nem na sua frente. – Cristiana voltou a dizer.

Concordei e combinamos um horário para nos encontrar, ali mesmo no bar depois do expediente. Passei o resto da tarde pensando na conversa e ouvindo histórias dos pantaneiros. Eles tinham lendas muito pitorescas e a que eu mais gostei foi a da mulher que se transformava em onça! Que parada seria poder se transformar num animal assim! Estava com essa conversa na cabeça quando a noite caiu e fui para o boteco esperar por Cristiana. A vontade era tomar uma cerveja porque o calor era muito, mas como pretendia trabalhar, pedi apenas uma água com limão.  

Sem pensar meus olhos procuravam Cristiana. Como era linda, um jeito de menina arteira, que te olha como se tivesse um segredo. E a hora passou rápido e logo ela estava ali do meu lado. Um vestidinho clarinho, uma rasteirinha no pé e quando chegou perto de mim soltou o rabo de cavalo e eu vi os cabelos dela soltos pela primeira vez. Que cor linda! Era escuro, mas tinha mechas cor de mel.

– Pronta para sua foto, Roberta? – Cristiana perguntou e eu concordei.

– Já nasci pronta. Bora?

E lá fomos nós pela noite escura. Cristiana caminhava ao meu lado sem precisar sequer olhar para baixo, eu precisava de atenção para não cair. Num momento em que tropecei, ela me amparou. Me surpreendi com a força dela, porque ela parecia pequena perto de mim. Ao conseguir me equilibrar, nos olhamos e eu senti uma tensão gostosa, como a estática antes de um raio. Pelo jeito ela também tinha reparado em mim. Se eu dou essa sorte  “vai ser pá pá pá pá nessa malvada”.

– Tudo bem? – Ela perguntou sorrindo, aquele sorriso de milhões.

– Tudo ótimo. – O coração disparado. Ô, mulher linda.

– A gente está chegando, vê ali? Logo ali está o rio em que a onça costuma aparecer.

Olhei com atenção, o flerte esquecido por um momento. Rapidamente chegamos lá e Cristiana parecia muito à vontade na beira do rio. Eu sinceramente tinha medo de cobras e disse isso a ela.

– Não se preocupe com as cobras, se preocupe em fotografar sua onça.

– Se ela aparecer...

– Ela vai aparecer. – Cristiana falou com confiança e apontou a margem oposta do rio. – Olha! Lá! Vê?

– Onde? – Falei olhando, mas sem enxergar. Peguei minha câmera e me posicionei, mas não vi nada. – Não tô vendo Cristiana... – Me concentrava em olhar pela câmera, mas estranhei a ausência de resposta. Levantei a cabeça por um momento e chamei novamente. – Cristiana?

Nada. Cristiana sumiu e um pensamento me ocorreu: e se uma cobra tivesse puxado ela para o rio? Já comecei todas as orações que conhecia, mas eis que lá no longe, na margem oposta do rio, a onça apareceu. Esqueci por um momento do sumiço de Cristiana e corri bater as fotos. Como era linda! Os pelos manchados, preto e caramelo... pareciam tão densos e ao mesmo tempo! Seda e ouro. Tinha pressa em fotografar, mas a onça parecia posar para minha lente, sem pressa alguma. Se abaixou na beira do rio e como se me encarasse, passou a beber água. A língua entrando e saindo no rio, as gotas presas por um instante no bigode. Juro que eu poderia ouvi-la na noite e juro, eu juro, ela me encarava com os olhos verdes e pálidos. Uma cor única... Que olhar! Que animal lindo! E a sede não parecia ter fim, ela continuava bebendo água e olhando para mim.

Nem sei quantas fotos fiz e quando ouvi um barulho próximo virei o rosto achando que era Cristiana, mas nada vi e ao olhar novamente pela câmera, a onça tinha sumido. Que pena. Nunca iria esquecer!

– Gostou de ver a onça? – Ouvi a voz de Cristiana do meu lado, quase me matando de susto.

– Valei-me nossa senhora! Onde você tava, criatura? Achei que uma cobra tinha te comido.

Ela riu, a gargalhada feliz morrendo na noite.

– Já disse para não se preocupar com as cobras, que era para você olhar a onça. Você viu? Tirou suas fotos?

– Muitas! Ela apareceu bem ali. – Falei apontando – Queria que você tivesse visto também! Ela era linda! Achava que o bicho teria olhos amarelos, mas tinha olhos verdes bem clarinhos. Adorei ver a onça.

– E eu adoro ver você. – Antes que eu me desse conta, estávamos nos braços uma da outra, o beijo molhado e fresco, que sabor ela tinha. Ela beijava com o corpo todo, me envolvia em seus braços, a língua com uma aspereza inesperada, mas ainda assim, deliciosa. Eu gemia e me entreguei ao beijo totalmente esquecida das cobras.

Cristiana mordeu meu pescoço, apertava meus seios e eu os sentia endurecer nas mãos dela. Mordeu meu pescoço e levantou minha blusa, puxando o sutiã. A maneira como ela me tocava... Tão forte e tão delicada ao mesmo tempo. Tomou meus seios em sua boca e sugava de uma maneira que me fazia girar... Mordendo os bicos e passando aquela língua gostosa. Eu tocava os cabelos dela, enroscando minha mão, segurando ela com desejo.

Cristiana se afastou de mim e tirou o vestido. Completamente nua na minha frente, estendeu a roupa no chão e me chamou com um dedo. Eu não tinha nada mais a fazer, apenas obedecer e ela tirou minha roupa e me deitou no mato, sobre seu vestido, ambas nuas. Nossos corpos se tocavam e eu abri as pernas para ela, meus pés na bunda gostosa dela puxando-a para mim. Ela foi se abaixando, deixando uma trilha de beijo na minha pele, os cabelos de duas cores no meu corpo e quando tocou meu grelo com aquela língua eu senti minhas coxas tremerem de prazer. Ela parecia ter sede do meu corpo, a língua me lambendo sem pressa alguma, morna e áspera, eu nunca tinha conhecido nada igual.

Rebolava meu quadril de encontro ao rosto dela, levantei os olhos e vi que ela me encarava quase com curiosidade, os olhos verdes me observando, os cabelos nas minhas pernas... segurei a grama com minhas mãos e puxei, um pouco de terra acabou saindo nos meus dedos, eu gritei alto, um grito selvagem no mato que somente eu e ela poderíamos ouvir.

– Cristiana... Cris... Isso... Assim, assim, ah... – Meus gemidos eram lamentos de paixão na noite pantaneira e quando gozei com o coração disparado, abri os olhos, Cristiana me olhava como antes eu observava a onça no rio. Eu quis beijá-la e ela correspondeu, o sabor do meu gozo entre nós.

Ela se encaixou sobre mim, as pernas entre as minhas, os grelos se tocando... Colocou as mãos no chão e rebolava indo e vindo. Não fechava os olhos, olhava eu embaixo dela gemendo e ela com as mãos no chão, investindo o corpo contra o meu, o tesão entre nós no auge. Nem sei como, ela levantou minha perna e mordeu minha panturrilha com força, ainda olhando em meus olhos e gozando... o gozo dela escorrendo na minha xota melada.

Eu estava perto do segundo orgasmo e ela percebeu, continuamos no mesmo ritmo, os corpos no chão, o cio na terra e juntas gozamos mais uma vez... Minha voz sem qualquer força para sair, e Cristiana respirava tão forte que ofegava em cima de mim como um animal selvagem.

Nos deitamos ao lado uma da outra, as mãos se tocando as respirações voltando ao normal, o tremor do desejo passando pouco a pouco... Me dei conta que estava com as mãos sujas, mas que Cristiana tinha também os joelhos sujos e o vestido arruinado.

– Como você vai poder voltar para a cidade?

– Não se preocupe, eu vou por outro caminho, pela mata. Ninguém vai me ver.

– De jeito nenhum você entrar no mato sozinha, é perigoso. Cristiana só fazia rir.

Me levantei e me vesti, muito desconfortável em deixar ela ali. Insisti muito, mas ela não parecia ter qualquer receio e tive que me concentrar no meu próprio medo: voltar só pela trilha.

Nos beijamos mais uma vez e cada uma seguiu para um lado. Eu dava dois passos para frente e uma olhada para ela do outro lado da estrada, perto do rio. Ela levantou a mão num cumprimento, nua sob a luz do luar. Nunca vi nada mais lindo, talvez só a onça e foi nesse instante que pensei em pegar minha câmera e tirar uma foto dela para guardar de recordação, levantei minha câmera e foquei, mas até fazer isso Cristiana não estava mais ali, em seu lugar somente a onça de olhos verdes, verdes como os de Cristiana. Verdes como contavam as lendas dos pantaneiros. Tive medo por Cristiana, e como se a onça sentisse meu medo EU JURO PRA VOCÊ, ela sorriu aquele sorriso de canto de boca, como o de Cristiana e sumiu no mato.

Caminhei apressada num misto de ansiedade e incredulidade. Os mesmos olhos, o mesmo sorriso e agora que me pego pensando, até as mesmas cores elas tinham em comum. Olhei a lua no céu, já na porta do hotel em que estava hospedada e entrei pensativa. Para minha surpresa, o velho estava lá na recepção.

– Estava te esperando para o caso de ter alguma cobra.

– Não tinha. – Disse rindo. – Mas vi uma onça linda, a Cristiana me mostrou e depois fiquei com medo porque ela insistiu em voltarmos separadas. – Corei ligeiramente, mas se ele reparou, não deu a perceber. – Você poderia me acompanhar até a casa dela? Percebo que não sei onde é.

– Até poderia, mas não é necessário. Cristiana é bicho do mato, vem e vai conforme sua vontade e se ela mostrou a onça para você, deve estar agora precisando descansar.

Ele saiu tranquilamente e eu fiquei ali pensando. Mas pode ser que realmente uma mulher se transformasse em onça. Isso é só uma lenda. Ou não?

Texto por: Madame Tê

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